Sabe aquela máxima que diz que nunca é tarde para começar? Pode parecer clichê, mas é a mais pura verdade. Luísa Valencic Ficara, de 87 anos, é uma prova incontestável disso: ela acaba de se formar no curso de nutrição do Centro Universitário Padre Anchieta, em Jundiaí (SP).

Créditos: Artfinal Eventos/Divulgação

Luísa Ficara, 87 anos, decidiu superar a dor da perda no banco da universidade

Dona Luísa, como é chamada por todos, conta que a ideia de voltar a estudar surgiu após a morte do marido e da irmã dela. Para amenizar a tristeza e a saudade, ela decidiu se ocupar pra valer.

A formanda conta que teve dificuldades no primeiro ano do curso, pois, além de se matricular em uma turma que já havia iniciado, teve de se adaptar à nova rotina e romper as barreiras da diferença de idade com colegas e professores.

Mas não faltou apoio, e ela seguiu adiante. Após seis anos de muito empenho e dedicação, Dona Luísa entregou o seu trabalho de conclusão de curso (TCC) à banca examinadora. Detalhe: ela escreveu sua monografia à mão, já que não tem muita familiaridade com computadores, e contou com a ajuda de funcionários da faculdade para digitação da versão final do trabalho.

Créditos: UniAnchieta/Divulgação

A formanda escreveu o TCC à mão e teve ajuda de colegas para entregar a versão final

No dia da colação de grau, enquanto recebia o tão sonhado “canudo”, foi aplaudida de pé pelos colegas e por todos aqueles que acompanharam a sua trajetória.

Para todos estes, a experiência de Dona Luísa, mais do que uma inspiração, serviu de exemplo de como a vida pode recomeçar e se reinventar sempre.

Por QSocial