Vivemos em uma sociedade em que chamar uma mulher de tia pode soar pejorativo, caso não haja algum parentesco em questão que justifique a interpelação. Aleah Chapin, de 31 anos, tem uma visão diferente não apenas da palavra mas também do envelhecimento feminino e dos impactos que ele provoca no corpo.

E é com naturalidade que a artista americana trata rugas, celulites, cabelos brancos, cicatrizes e outras marcas do tempo, em sua série de pinturas de nudes “The Aunties Project” ("Projeto Tias").

Créditos: Reprodução/Aleah Chapin

Envelhecimento lúdico e realista

São quadros hiper-realistas, feitos com tinta a óleo, de mulheres mais velhas com todas as suas imperfeições – lembrando que ninguém é perfeito, afinal – ou características físicas, sem qualquer disfarce.

Créditos: Reprodução/Aleah Chapin

Um grito de liberdade

Aleah se diz obcecada pelo realismo. Assim, incomoda-se com o fato de nudes sempre estarem associados a corpos jovens e idealizados.

Créditos: Reprodução/Aleah Chapin

Nudes com afeto e significado

Então, para fazer sua série, seguiu por um caminho totalmente diverso ao da generalização. Buscou uma nudez que também fosse afetiva, repleta de significado emocional. A pintora cresceu entre mulheres, em uma comunidade cujos integrantes formavam uma grande família.

Créditos: Reprodução/Aleah Chapin

Naturalidade hiper-realista

As que retratou fazem parte desse grupo – e, para surpresa da própria Aleah, elas aderiram ao projeto também de forma bastante natural. São artistas, enfermeiras, empreendedoras, terapeutas, escritoras, ativistas, professoras.

Créditos: Reprodução/Aleah Chapin

O nude do rosto em geral é o mais revelador

As pinturas foram feitas a partir de fotografias que tirou das “tias”. Por sinal, a única modelo com quem a artista tem uma relação de parentesco literal é sua mãe.

Com “The Aunties Project”, Aleah Chapin ganhou um prêmio de prestígio no Reino Unido, o BP Portrait Award.

Por QSocial