Quem aprende a andar de bicicleta não se esquece mais de como realizar a atividade. Trata-se de uma verdade científica: a memória motora, que fica no cerebelo, conserva nossa capacidade de executar ações mecânicas repetitivas. Porém, com o passar dos anos, a engrenagem de nervos e músculos precisa de uma forcinha para acompanhar o raciocínio da “torre de comando”. É aí que surge a Sofie: essa bike elétrica reduz o risco de acidentes para pessoas com idade mais avançada ou com dificuldades físicas.

O desenvolvimento da bicicleta, na Universidade de Twente, na Holanda, como tese de doutorado de Vera Bulsink, levou em conta estudos, modelos teóricos e testes para a configuração de sua estrutura.

Entre os aspectos considerados, estão variáveis do calibre de contato do pneu com a via, movimentos do tórax e dos joelhos do ciclista e controle do equilíbrio humano.

A estabilidade, por sinal, é um dos pontos cruciais para a segurança dos condutores que já não têm a mesma agilidade de reação ou uma audição ou visão tão apuradas quanto as dos mais jovens.

Dessa maneira, Sofie possui recursos como rodas menores e distância entre-eixos mais curta, que a tornam um veículo mais estável a velocidades mais baixas.

Créditos: Divulgação

As pedaladas não têm idade com a Sofie

Afinal, o motor elétrico dessa bike não permite que ela alcance mais que 18 km/h. Ele também foi projetado para que essa velocidade seja atingida rapidamente, evitando uma vagarosidade que possa contribuir para as quedas.

O assento também foi “preparado” para minimizar as situações de perigo para os ciclistas. Na hora de acelerar, ele se ergue para favorecer as pedaladas; quando se quer parar, retorna a uma posição mais baixa, para que logo o condutor possa apoiar os pés no chão.

As pedaladas não têm idade com a Sofie

Créditos: Divulgação

As pedaladas não têm idade com a Sofie

Sofie ainda é um protótipo. O aprendizado da necessidade de produzir em escala equipamentos que ajudem no bem-estar das pessoas mais velhas, que constituem uma parcela cada vez maior da população, parece não ser tão automático quanto o de andar de bicicleta.

Por QSocial