O cinema também pode ser uma poderosa ferramenta de inclusão – ou uma forma de terapia. E esta afirmação nada tem a ver com o nome do filme de que vamos falar, “Noivo Neurótico, Noiva Nervosa”, dirigido por Woody Allen em 1977.

Neuroses à parte, o longa, ao ser refilmado 40 anos depois do lançamento do original, tem dado a pessoas mais velhas a chance de se descobrirem como atores.

O projeto, viabilizado por uma campanha de “crowdfunding”, surgiu durante a realização de uma oficina de improvisação, atuação e análise de roteiro, cujos alunos eram aposentados de Nova York.

Como parte do curso, os jovens diretores Matt Starr e Ellie Sachs propuseram a recriação de cenas de um filme. O escolhido foi “Annie Hall”, título em inglês da produção de Allen, que se passa na “Big Apple”.

A turma se animou tanto com a proposta que os diretores resolveram rodar a trama inteira, além de fazer um documentário sobre o processo de filmagem.

Créditos: Reprodução/"My Annie Hall"

O novo elenco do filme de Woody Allen

Matt Starr também teve seus motivos para abraçar a causa. Quando sua avó passou a sofrer de Alzheimer, ele percebeu que livros e filmes podiam ser um canal afetivo e eficiente de comunicação com ela, por estimularem o raciocínio e também a memória.

O roteiro do longa de Woody Allen foi mantido na refilmagem, batizada de “My Annie Hall” (minha Annie Hall). Annie, por sinal, é o nome de uma das personagens principais – uma insegura aspirante a cantora, que se envolve amorosamente com o comediante Alvy Singer, vivido por Allen na versão original.

Esses papéis, agora, cabem, respectivamente, a Shula Chernick, de 70 anos, e Harry Miller, de 94. Eles nunca atuaram antes para as câmeras, mas, segundo Starr, já têm conferido às personas que interpretam um toque bem pessoal durante os “takes”.

O novo "Noivo Neurótico, Noiva Nervosa" deve ser lançado ainda neste ano.

Por QSocial